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Sintomas e Doenças
Pé Diabético
A Podologia é a área das ciências da saúde que estuda, previne, diagnostica e trata as alterações dos pés e as suas repercussões no corpo humano.
Tal como noutras ciências da saúde, verificou-se nos últimos tempos uma grande evolução na qualidade e no tipo de serviços prestados nesta área, criando novos meios, novos métodos e áreas de intervenção.
Esta evolução foi possível também graças à aplicação de novas tecnologias nos métodos de diagnóstico e aplicação de novos tratamentos, tornando a Podologia numa área da saúde altamente especializada.
Assim, de forma mais rigorosa, pode-se defInir Podologia como o ramo das ciências da saúde que tem por objectivo a prevenção, o estudo, a investigação e o tratamento dos processos patológicos do pé.
Os Pés
Os Pés
Os pés são o único ponto básico do aparelho locomotor, que assegura a posição vertical, intervindo nesta função os músculos que actuam sobre a cabeça e tronco, as ancas e as pernas.
Qualquer alteração da dita posição significa que todos os elementos que contribuem para a dinâmica do corpo podem ser afectados.
Os pés são também a base de sustentação do organismo humano, são eles que suportam o peso do corpo, ficando sujeitos a uma enorme tensão.Além de suportarem o peso do corpo, os pés estão sujeitos a um enorme desgaste.
Um dos grandes desafios para o Podologista e para o Podiatra é a prevenção e tratamento do pé diabético. A podologia é considerada de extrema importância nestes casos. Este tipo de patologia é uma das maiores preocupações para a comunidade podológica, pois o aparecimento de úlceras nos pés pode, em alguns casos, obrigar á amputação do pé ou parte dele.
São considerados pés de risco todos e aqueles que apresentam alterações do foro neurológico, metabólico, sistémico e vascular.
Causas
Causas
A hiperglicémia (açúcar elevado no sangue) provoca, entre outras coisas, neuropatia e vasculopatia.
A neuropatia é a perda lenta de sensações, seja de posição, pressão, dor ou temperatura. Esta patologia tem como consequências pele seca e grossa, sem transpiração, com sujeição a aparecimento de fissuras, ou seja, qualquer ferida que apareça, o doente não nota, pois este não sente dor. Como se sabe, caminhar sobre uma ferida aberta sem tratamento, as consequências são desastrosas.
A vasculopatia actua através de dor nas pernas ou nos pés durante a marcha, pés frios, pálidos e com má circulação.
As feridas que aparecem, em conjunto com a má circulação e com perda de sensibilidade evoluem para infecções muito difíceis de tratar. A continuidade da infecção leva a necrose isquémica do membro, levando assim com permanência do problema á amputação do próprio pé ou parte dele.
Muitas vezes, o grande responsável pelas agressões ao pé é o próprio calçado, pois um calçado inadequado pode causar feridas ou transtorno, num pé que por si só já está debilitado e sensível a agressões externas. De forma a evitar todo e qualquer transtorno que o pé diabético possa originar, dever-se-á ter um correcto e periódico acompanhamento podológico, assim como prevenir possiveis complicações com a ajuda dos familiares ou pessoas que com os diabéticos convivam.
A Consulta de Podologia
A Consulta de Podologia
O diabético deve consultar o seu podologista no mínimo, uma vez de seis em seis meses. Para além da observação e tratamento do pé, o profissional de saúde deverá seguir a história clínica do doente e saber como está o seu estado geral de saúde. Se se trata de um paciente diabético é importante vigiar e saber quais são os níveis de glicose no sangue, como por exemplo os níveis de hemoglobina glicosada. Desta forma, o podologista sabe se o paciente está com boa cicatrização, se a evolução de uma ferida será favorável ou não, entre outras caracterísiticas diabéticas do paciente.
As análises efectuadas em laboratório garantem um controlo mais rigoroso do que os exames realizados na hora através de picada do dedo, contudo, o médico de família, endocrinologista ou especialista em medicina interna são os médicos que devem seguir o paciente diabético e pedir os exames que considerem necessários de tempos a tempos.
Prevenção
Prevenção
O Podologista deve indicar a um diabético os seguintes cuidados a ter com os pés:
• Observar diariamente os pés e a planta, o calcanhar e os espaços entre os dedos, para ver se há zonas de cor diferente, bolhas, fissuras, calosidades, inchaço... Se não for possivel fazê-lo, por dificuldade na posição, deve usar um espelho e se houver dificuldade de visão, deve pedir auxilio a outra pessoa. • Lavar os pés todos os dias, durante 2 ou 3 minutos, usando sabonete neutro e água tépida (verificar sempre a temperatura da água) e não “pôr de molho”. Seca-los muito bem, em particular nas zonas entre os dedos. Aplicar um creme hidratante na planta e no dorso, (não entre os dedos), massajando bem. • Não usar sapatos sem meias. • Usar meias de fibras naturais (como a lã ou o algodão) sem costuras e que não apertem nas pernas. • Nunca andar descalço, de forma a evitar lesões ou alterações na pele. • Não aquecer os pés com bolsas de água quente, nem aproxime os pés de aquecedores, lareiras ou outras fontes de calor. • Antes de calçar os sapatos, verifique com a mão, se não há qualquer objecto dentro deles. • Usar sapatos confortáveis, adaptados ao pé, de forma que não haja zonas apertadas ou em que se exerça pressão excessiva. Os sapatos fechados protegem mais os pés, quer de “batidas ou topadas” quer de pedras ou areias. • Nos calos, não usar calicidas nem outros produtos semelhantes. • Nas calosidades não deverá usar pedra pomos, limas, lixas ou objectos de corte, que possam irritar a pele. • O cigarro prejudica seriamente a circulação sanguinea. • Consultar um podologista regularmente de forma a prevenir qualquer tipo de alteração patológica.
A prevenção é o melhor tratamento, especialmente se o paciente for diabético.
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