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Sintomas e Doenças
Obesidade
A obesidade é um verdadeiro problema de saúde pública, já considerada a epidemia do século XXI pela OMS, a sua prevalência tem vindo a aumentar em todos os grupos etários, com tendência a duplicar em cada década, atingindo já cerca de 50% da nossa população, grande responsável pelo crescimento da prevalência da diabetes tipo II e associada a muitas outras patologias como a apneia de sono, síndromes restritivos e obstrutivos pulmonares, patologia cardíaca, hipertensão arterial, patologia do foro oncológico como cancro do cólon, da mama e muitas outras do vosso conhecimento.
Considerada actualmente a maior forma de má nutrição, em termos populacionais o número de pessoas que sofrem de obesidade (>250.000.000) ultrapassou o nº de pessoas que sofrem de fome. Considerada pela OMS desde 1997 e uma doença crónica e pelo nosso Governo em Março de 2004 e, como tal não deve nunca deixar de ser tratada.
A sua gravidade é tal que é considerada como o grande factor que o ano transacto foi responsável pela diminuição da esperança de vida média pela primeira vez em várias décadas nos EUA.
Índice de Massa Corporal
IMC
O grau de obesidade mede-se através do Índice de Massa Corporal (IMC), obtendo-se assim a gradação da mesma consoante os seus índices de gravidade:
18 < IMC < 25 Kgs/m2 - Normal 25 < IMC < 30 Kgs/m2 - Excesso de Peso 30 < IMC < 35 Kgs/m2 - Obesidade Moderada (Grau I) 35 < IMC < 40 Kgs/m2 - Obesidade Grave (Grau II) 40 < IMC Kgs/m2 - Obesidade Mórbida (Grau III)
A Obesidade é uma doença?
A Obesidade é uma doença?
A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que mais de um bilião de pessoas, em todo o mundo tem excesso de peso, do qual 300 milhões são obesos.
Em Portugal, segundo estudos recentes mais de metade da população tem excesso de peso e cerca de 3% é obesa.
O doente obeso está sujeito ao aparecimento precoce de doenças cárdio-vasculares, além de estar predisposto a desenvolver uma série de doenças designadas por comorbilidades de que se destacam a hipertensão, a diabétis, a apneia do sono, a insuficiência respiratória, as arritmias e a insuficiência cardíaca, as poliartroses, a insuficiência renal, etc. Mas acima de tudo, o que está em causa, é a qualidade de vida e a condição de cidadania. Imaginem-se as dificuldades no emprego ou na ausência deste, na interacção pessoal, na imagem projectada e na de si próprio. O espectro, de facto, é a exclusão. Ainda para mais a governação da saúde em Portugal tem relutância em encarar esta doença com a prioridade que a sua problemática exige.
Só é obeso quem quer?
Só é obeso quem quer?
A resposta é um redondo NÃO.
Há que desmistificar este conceito que implica uma severa dose de punição. O excesso de peso, excluídas raras patologias que o podem condicionar secundariamente, resulta de uma desregulação constitucional dos mecanismos fisiológicos do apetite e da saciedade, e naturalmente é também consequência do sedentarismo e dos constantes apelos publicitários a uma alimentação desequilibrada, gostosa e hipercalórica. O doente obeso é vítima da sua condição genética e do meio que o rodeia.
Educação para a saúde
Educação para a saúde
Deve começar na infância. Mas, esta verdade não deve subestimar a realidade e os factos. Os obesos devem ser tratados quanto antes, por todos os meios disponíveis, de forma a induzi-los a adquirir novos hábitos, a fim de evitar as complicações secundárias à evolução natural da doença, que se não tratada atempadamente, comporta custos consideravelmente mais elevados, para o Estado.
O Hospital Particular do Algarve entendeu esta realidade e quer estar na linha da frente na procura de soluções.
Cirurgia
Cirurgia
A cirurgia bariátrica é actualmente o único tratamento efectivo para doentes que sofram de obesidade mórbida, diminuindo os custos e aumentando inclusive a sobrevida destes doentes.
O tratamento cirúrgico da obesidade está indicado em doentes que possuam 45 kgs acima do peso ideal, ou um IMC igual ou superior a 40 kg/m2, um IMC entre 35 e 40 kg/m2 desde que possuam pelo menos duas comorbilidades de alto risco (apneia sono, diabetes, hipertensão,etc.) ou problemas físicos maiores que afectem adversamente o seu estilo de vida, incluindo emprego, mobilidade e actividades familiares.
Quem necessita ser operado?
Quem necessita ser operado?
O consenso científico baseia a resposta a esta questão no índice de massa corporal de cada indivíduo, designado por IMC, que é igual ao quociente do peso (Kg) pelo quadrado da altura (m).
Tem indicação operatória qualquer pessoa com obesidade há mais de cinco anos e que tenha um IMC superior a 40, ou com o IMC acima de 35, com uma comorbilidade (doença) associada.
Que operação devo fazer?
Que operação devo fazer?
Banda gástrica ou By-Pass gástrico?
O by-pass é mais eficaz na redução do peso e na manutenção do peso desejado, atingindo esse objectivo com menos restrições e menos desconforto no tipo de dieta a seguir. Em contrapartida comporta um risco operatório um pouco superior ao da banda, por ser uma operação mais delicada, mas tem a vantagem de não haver necessidade de ajustes periódicos de pressão do soro que se introduz na banda gástrica. Esta tem ainda, uma taxa de re-intervenção maior, por complicações à distância, resultantes de problemas relacionados com a própria prótese. No by-pass não se aplica nenhuma prótese.
A banda funciona com a criação de uma pequena bolsa gástrica, resultante da constrição anelar em torno da porção proximal do estômago, mantendo a integridade do trato digestivo, isto é, funciona por efeito restritivo alimentar, impondo-se uma dieta apenas com alimentos líquidos ou triturados. Por sua vez o doente compromete-se a evitar alimentos hipercalóricos, como as gorduras e os açúcares, o que tem de ser aceite como condição de sucesso.
Com o by-pass secciona-se o estômago criando também uma pequena bolsa gástrica (efeito restritivo) e faz-se uma ligação calibrada dessa bolsa ao intestino delgado (ansa alimentar) que fica sem contacto com os sucos digestivos em cerca de dois metros de comprimento, de que resulta uma menor absorção dos alimentos (efeito mal-absortivo). Com o by-pass a dieta é mais liberal, embora tenha de se seguir as orientações do nutricionista, incluindo a toma de um suplemento vitamínico e mineral diário.
Ambas as cirurgias se fazem por via laparoscópica, isto é, sem os grandes cortes na pele e nos músculos do abdómen.
E porque não o balão intragástrico?
E porque não o balão intragástrico?
A eficácia do balão intragástrico é de facto comparável à da banda. A vantagem é que é introduzido por meios endoscópicos através da boca, com sedação do doente. O problema é que o balão é uma prótese que tem um prazo máximo de validade recomendado pelo fabricante de 6 meses.
Nestas condições recomenda-se apenas aos doentes que tenham um risco cirúrgico muito elevado ou, então, aos doentes com peso excessivo (30
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Em todas as opções técnicas, a banda gástrica, o by-pass gastrojejunal ou o balão intragástrico, a motivação, o envolvimento e a vontade do doente em assumir um novo estatuto na sua vida pessoal, familiar e social são condições indispensáveis para o êxito e para uma renovada qualidade de vida.
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