HisteroscopiaEste exame pertence ao Serviço Bloco Operatório.
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• O que é? É um exame de diagnóstico, onde se visualiza e avalia a cavidade uterina utilizando um dispositivo óptico que se denomina histeroscópio. O histeroscópio é uma pequena e fina sonda com um sistema óptico que é ligado a uma fonte de luz e a uma câmara permitindo assim a transmissão das imagens da cavidade uterina de uma forma ampliada para um monitor existente na sala operatória. Através da utilização destes meios tecnológicos existe a possibilidade de serem tiradas fotografias durante a realização do exame, bem como gravar o mesmo. Sendo a histeroscopia um exame que utiliza tecnologia altamente avançada este permite também efectuar pequenos procedimentos cirúrgicos com a utilização de pequenos instrumentos, remover miomas, pólipos e também permite a laqueação de trompas. • Como é realizado?
A paciente é encaminhada para a unidade de cirurgia de ambulatório de uma das nossas unidades hospitalares onde será recebida por uma Enfermeira que efectuará consigo a colheita de dados referentes aos seus antecedentes pessoais de saúde (cirurgias anteriores, patologias médicas, alergias). Deverá dar todas as informações, este ponto é fundamental para que possamos garantir-lhe a máxima segurança antes e depois da realização do exame. Terá que trocar de roupa e ser-lhe-á também administrado um medicamento que lhe diminuirá as dores durante e após a realização do exame. A enfermeira acompanhá-la-á à sala de bloco operatório onde efectuará o exame e será sempre acompanhada por esta profissional até ao fim do exame. Será ajudada a colocar-se em posição ginecológica, pois será necessário que o médico(a) ginecologista proceda à desinfecção da vagina, introduza o histeroscópio através da vagina até ao colo do útero e à cavidade uterina, sendo que nesta altura é injectado um liquido que permite a distensão do local permitindo assim um melhor e maior campo de trabalho e também uma melhor visualização das estruturas. Este exame, no grupo Hospital Particular do Algarve, é realizado no Bloco Operatório no cumprimento da nossa Politica de Segurança que tem como principal objectivo a segurança, em todas as vertentes, dos nossos clientes, pois a sua saúde e segurança é de particular importância para nós. • Qual a técnica anestésica utilizada?
A decisão da técnica anestésica é sempre feita em conjunto com o seu médico ginecologista. Cada paciente encara a dor e o contexto da realização deste tipo de exames à sua maneira, pelo que poderá ser feito com anestesia local, sedação ou anestesia geral. Assim, deverá discutir com o seu médico o tipo de anestesia a ser utilizada. • Durante o exame…
Poderá sentir uma cólica semelhante às cólicas menstruais e é comum existirem tonturas e um desconforto generalizado. Deverá informar o profissional de saúde que a acompanha de todos estes sintomas para que este a informe e esclareça de tudo o que se está a passar e caso seja necessário tomar medidas para reverter as suas queixas. • Em que situações é realizada?
Este exame é sempre prescrito pelo seu médico(a) ginecologista tendo em conta o seu historial clínico, na grande maioria dos casos este exame tem como finalidade a avaliação/confirmação diagnóstica de problemas uterinos funcionais, avaliação de possíveis causas de infertilidade, hemorragias uterinas anormais, alterações do ciclo menstrual, pólipos, miomas, avaliação da progressão de lesões malignas. A histeroscopia permite também a laqueação trompas. • Cuidados especiais antes do exame/preparação
o Deverá comparecer no hospital acompanhada por um familiar, apesar de ser um exame que não exige internamento, para que possa ir em segurança e vigiada para casa aconselhamos que venha acompanhada; o Traga as ultimas análises sanguíneas a ultima ecografia e/ou qualquer outro exame que o seu médico lhe tenha solicitado para levar consigo; o Dependendo da técnica anestésica acordada, deverá seguir ao detalhe as indicações que o seu médico lhe deu para que o exame seja realizado em absoluta segurança para si. No caso de anestesia local, não necessita de estar em Jejum, recomendamos que, neste caso, ingira uma refeição muito ligeira. Se o exame for feito com anestesia geral ou sedação é imperioso que cumpra um jejum de alimentos e líquidos de 8 horas; • Quando pode ser feito?
Deve ser feito entre o 8º e o 15º dia do ciclo menstrual, isto porque quando existe hemorragia intensa a visualização da cavidade uterina pode ser comprometida. • Quando não pode ser feito?
Não pode ser realizada a histeroscopia nas seguintes situações: o Gravidez; o Na presença de hemorragia abundante; o Neoplasia do colo do útero; o Infecções Pélvicas; • Quanto tempo dura o Exame?
Este exame leva em média 20 a 40 minutos a ser realizado. Depois de ser realizado, será encaminhada para a nossa unidade de ambulatório, onde fará o recobro de cerca de 30 minutos e se passados esses 30 minutos se sentir bem poderá ter alta da nossa unidade hospitalar. • Cuidados especiais depois do exame?
Deverá mencionar se está com náuseas ou dores, para que possam ser tomadas as medidas no sentido de as controlar, enquanto se encontrar na nossa unidade de recobro. Caso as dores persistam quanto se encontra em casa, deverá tomar a medicação que o seu médico lhe prescreveu e seguir todas as indicações que lhe foram dadas antes da alta. Nas primeiras 24 horas depois de realizar o exame não deverá ter relações sexuais, ou em situações especiais deverá informar-se com o seu médico. Deverá colocar um penso higiénico nos primeiros dias após a realização do exame pois poderão ocorrer pequenas perdas de sangue. Deverá entrar em contacto com a nossa unidade hospitalar e/ou com o seu médico assistente caso denote qualquer sinal de infecção após a realização do exame, como febre, taquicardia ou dor abdominal acentuada e persistente. Caso tenha sangramento intenso/volumoso deverá contactar também o seu medico assistente. • Há riscos na realização deste exame? Os riscos associados à realização da histeroscopia existem, como existem em todos os procedimentos que envolvem medicamentos e dispositivos médicos, contudo este é um risco controlado. As complicações mais comuns, mas que representam apenas 1% dos casos, associadas a este tipo de exames são: o Hemorragias; o Infecções. |
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